“Eu vou ignorar você em alguns momentos, e logo depois vou te procurar como se a distância me arrancasse os pulmões. Vou fingir que minha loucura não é o que nos afasta, e que você não gosta disso. Eu vou cansar, xingar você, mas depois vou querer um pouco do teu colo. Meus ciumes irão te chatear ou aumentar o teu ego, você só precisa aprender a não intiga-los, e então seremos felizes. Não sempre, claro, mas até o próximo surto, me curta. Aproveita meus momentos de puro dengo e me escuta dizer baixinho, sussurrando, que é de você que eu gosto. Mas depois me deixa te bater, porque eu vou fingir que me zango para te ver preocupado em me acalmar. Pede desculpa, vai, espera que vou me desculpar. Se eu der beijinho sara? Me ensina um jeito bom de amar.
“Só queria dizer que toda felicidade é inútil se você não tiver com quem partilhar. Felicidade sozinho é tão sem graça, prefiro a tristeza acompanhada.
“Sim, eu era feliz.
Até começar a amar.
“Amor só existe a dois. Amor sozinho chama-se tristeza.
“Porque no final, quando você perde alguém, cada vela, cada oração, não vai mudar o fato que a única coisa que sobrou é um buraco na sua vida, onde alguém que você se importou costumava estar. E uma pedra, com o nascimento cravado nela que eu aposto estar errado.
“Não tem sido nada fácil para mim. Acredite.